March 31, 2010

Quarta-feira com um filme e um ataque de choro.

É verdade, acho que está comprovado. Estou com uma queda para filmes que me fazem chorar. Ontem vi o ''Remember Me'', hoje foi o ''My Sister's Keeper''. Novidade? Chorei o triplo. Mesmo daqueles ataques de choro que envolvem ranho e soluços. Esses mesmo.


Bem, como já tinha referido na mensagem anterior, a minha inspiração foi raptada pelo meu (ini)migo chamado desmancha prazeres. Contentem-se com críticas a filmes lindos que fazem chorar. É esse o meu espírito. Já para não falar do meu humor estúpido.

Ah, e comentem. Nem que digam só olá (e se quiserem uma crítica ao filme).

Outra coisa que é de bom tom referir: o soundtrack deste filme é emocionante.

Beijinhos e abraços para quem quiser. Façam-me feliz e comentem.
(eu tenho a sensação que estou a falar para a inexistência)

March 30, 2010

Terça-feira com a minha consciência.

Férias. Suspostamente uma coisa boa...Ao que parece tenho um amigo chamado desmancha-prazeres que é um bocado invejoso e gosta de estragar tudo.

Ah, é verdade: se vos apetecer chorar baba e ranho e ainda levar como bónus uma lição de vida, tenho uma sugestão:


Título original e que por acaso soa bem melhor: ''Remember Me''. Deixa o teu comentário sobre o filme. Quero saber.

P.S.: o desmancha-prazeres levou-me a inspiração. só mesmo para ficarem a saber.

Beijos e abraços para quem quiser. Sou generosa (a)

March 17, 2010

sentimento do dia #1

quero o meu porto de abrigo. perdio-o algures entre as gotas de água e sal às quais chamam lágrimas.

"Olha pra mim

Deixa voar os sonhos
Deixa acalmar a tormenta
Senta-te um pouco aí

Olha pra mim
Fica no meu abrigo
Dorme no meu abraço
E conta comigo
Que eu estarei aqui

enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei
sempre que te sentires só

Olha pra mim
Hoje não há batalhas
Hoje não há tristeza
deixa sair o sol

Olha pra mim
fica no meu abrigo
perde-te nos teus sonhos
e conta comigo

enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei sempre
que te sentires só

enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei sempre
que te sentires só

eu estarei sempre
que te sentires só
"

Mafalda Veiga

March 11, 2010

Incerteza

Eu não sei se sei. Um dia disse: ''Eu não sei se o destino é um caminho por onde passa a perfeição, // ou se nele se desfaz em pedaços a beleza de um coração''. Pois, continuo sem saber. Acho que a perfeição não passa em lado nenhum. É um daqueles monumentos mesmo extraordinários que toda a gente quer visitar mas que só existe em postais. Perfeição, ilusão... Estás a ver, até rimam! Inclino-me com frequência para a parte do coração despedaçado. Gostava que me dissesses porquê... Dizes-me porquê? Não ouço. Mais alto... Ah, já percebi, não sabes. Somos dois.
Eu não sei uma data de coisas. E gostava de ter explicação para cada uma dessa data de coisas. Cada uma dessa data de coisas que conseguem interromper a minha coerente linha de pensamento com uma facilidade absurda. Essas coisas que me assaltam numa esquina da mente e me levam tudo sem eu saber bem porquê. Aqueles assaltos inesperados à mão armada que deixam a vítima num estado titubeante de medo e aflição. É assim que fico. Portanto explica-me. Explica-me cada uma desta data de coisas.
Explica-me como me consegues cativar para depois me deixares desamparada. Explica-me como consegues falar para depois te calares. Explica-me como te disfarças de perfeição e no segundo seguinte o disfarce cai. Explica-me porque me consegues sorrir, e pôr-me a sorrir também, para depois não me amparares as lágrimas que caem como paraquedistas nas profundezas, sem cessar.
Sabes uma coisa? Todos os meus sorrisos têm um pedaço teu. Já as minhas lágrimas? Bem... Essas conseguem ser inteiramente tuas.

Sim, estou a falar contigo. E nem sequer sonhas.

March 07, 2010

Era uma vez...

Era uma vez uma menina que chorava por tudo e por nada. Dizia que albergava uma paixão assolapada entre os seus olhos e as lágrimas. E o problema maior é que eles não marcavam hora ou local para se encontrarem. Simplesmente achavam que a espontaneadade tornava o momento mais emotivo. Então, à miníma oportunidade lá se juntavam. Para dizer a verdade, às vezes juntavam-se mesmo quanda não havia oportunidade, ou então apenas para compensar as oportunidades com propósito que não tinham sido aproveitadas. Então as lágrimas limpavam-lhe a alma frequentemente e faziam as pessoas olharem para a rapariga que soluçava interrogando-se do porquê de tanto choro. Mas sim, as lágrimas limpavam-lhe a alma, para além de a fazerem ser alvo de muitos olhares de gente incompreensiva e de ser denominada "menina sensível" a toda a hora. Quando a limpeza da alma compensava, os senãos praticamente não interessavam. Porém, quando os senãos conseguiam ser superiores à parte boa, os olhos pareciam chamar as lágrimas ainda mais alto. Ainda assim, isso não era o pior que podia acontecer. O pior era quando as lágrimas e os olhos se chateavam. O coração enchia, enchia tanto que quase rebentava. Enchia de lágrimas, claro. De lágrimas carregadas de sentimentos negativos. Então, o pobre coração apertava a rapariga conseguindo mesmo sufocá-la. E aí até a própria menina suplicava aos olhos para chamar as lágrimas, pois a única coisa que conseguia fazê-la sentir-se melhor era quando estas voltavam a brotar. E a limpar a alma e a esvaziar o coração de sentimentos sufocantes e estranguladores. Só assim conseguia voltar a sorrir outra vez, sorrir verdadeiramente. Um sorriso puro.
E a menina viveu, chorona e sensível para sempre.


March 06, 2010

O ser humano é mau actor, não aguenta muito tempo em palco sem se revelar.

March 03, 2010

viver mata.

Se formos com intenção de agrupar as banais acções de um dia-a-dia de uma pessoa vulgar, não podemos de forma alguma afirmar que não são arriscadas. Estamos constantemente na corda bamba entre a vida e a morte, e, embora estejamos vivos, conseguimos estar muito mais perto da fronteira da morte do que do lado da vida, desta vida que despreocupadamente damos por adquirida. Podemos morrer a atravessar a rua, podemos estar a rir e apagarmo-nos de uma vez, podemos descobrir uma doeça mortal de um minuto para o seguinte, ou, simplesmente, podemos adormecer para nunca mais acordar. Podemos adormecer e acordar do outro lado da cama. Ou do outro lado da linha. Ou do outro lado da fronteira. Ou do outro lado da vida, ou melhor, do lado da morte. As definições cientificas que arranjaram para vida e para morte não me satisfazem. Outra coisa que me intriga é o medo das pessoas ao pronunciar a palavra MORTE. Porque, falando verdade, é capaz de ser uma grande nossa amiga. Sabem porquê? Porque nos dá a definição de vida. Sabes o que é viver? Viver é não estar morto. Se não houvesse morte não havia vida. E ao contrário, idem. Mas se abordarmos o assunto de uma perspectiva diferente, se olharmos para as pessoas que morrem e que, supostamente, não deviam morrer tão cedo, aí é outra conversa.
Viver mata, minha gente, viver mata. é tudo o que vos posso dizer...



(agora armei-me em filósofa. mas que porcariazinha de texto).