March 03, 2010

viver mata.

Se formos com intenção de agrupar as banais acções de um dia-a-dia de uma pessoa vulgar, não podemos de forma alguma afirmar que não são arriscadas. Estamos constantemente na corda bamba entre a vida e a morte, e, embora estejamos vivos, conseguimos estar muito mais perto da fronteira da morte do que do lado da vida, desta vida que despreocupadamente damos por adquirida. Podemos morrer a atravessar a rua, podemos estar a rir e apagarmo-nos de uma vez, podemos descobrir uma doeça mortal de um minuto para o seguinte, ou, simplesmente, podemos adormecer para nunca mais acordar. Podemos adormecer e acordar do outro lado da cama. Ou do outro lado da linha. Ou do outro lado da fronteira. Ou do outro lado da vida, ou melhor, do lado da morte. As definições cientificas que arranjaram para vida e para morte não me satisfazem. Outra coisa que me intriga é o medo das pessoas ao pronunciar a palavra MORTE. Porque, falando verdade, é capaz de ser uma grande nossa amiga. Sabem porquê? Porque nos dá a definição de vida. Sabes o que é viver? Viver é não estar morto. Se não houvesse morte não havia vida. E ao contrário, idem. Mas se abordarmos o assunto de uma perspectiva diferente, se olharmos para as pessoas que morrem e que, supostamente, não deviam morrer tão cedo, aí é outra conversa.
Viver mata, minha gente, viver mata. é tudo o que vos posso dizer...



(agora armei-me em filósofa. mas que porcariazinha de texto).

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