October 24, 2011

October 16, 2011

Shake it out

Shake it out, shake it out.

And it's hard to dance with a devil on your back
So shake him off.

Estou a tentar conter o meu lado sombrio de melancolias e afins. Vivo demasiado da vida mergulhada nessas sombras e embrulhada nesses cobertores. Tenho uma afeição estranha pelos recantos de mente escuros que me obrigam a pensar mais além e a julgar-me criativa. Às vezes subo à plataforma de cima e deixo-me estar a pensar à superfície, mas há sempre uma voz que me afasta daquela brisa estável e enganadora e me faz mergulhar. E depois há o limite. Aquele pedaço de mente completamente à parte e em linha recta que tem 'ultrapassa-me' escrito na testa. Tenho disputas constantes com esse individuo incapaz de se conter em provocações. Há dias em que gosto de o pisar, outros de balançar-me em cima dele. O êxtase às vezes põe-me molas nos pés e atrevo-me a saltá-lo sem fazer ideia do que está do outro lado. Mas depois há os dias. Aqueles dias. Quando o limite sobe bem alto, ou se estende ao fundo duma planície infinita que cansa só de olhar. Aqueles dias em que o limite me escreve 'incapaz' na testa. Provocador constante, nomeei-o eu, e repito. A linha abstracta mais concreta de sempre. Por vezes levam-me ao limite. Por outras a meio caminho. Às vezes vou sozinha, às quedas ou a voar. E o que encontro depois? Qualquer coisa. Mas qualquer coisa marcante, nem que seja só pela viagem.

Ontem e hoje foram daqueles dias. Ontem e hoje levaram-me a um confronto com o limite. Estava lá longe, bem no fundo. Desisti. Levantei-me. Doeu. Caí. Ergui-me de novo. Vieram ter comigo, vocês. Tiraram-me peso dos ombros e obrigaram-me a não desistir. A minha mente sintonizou-se. Apaguei o 'incapaz' da testa, ajudada pelo suor que escorreu. E depois superei-me. A linha num instante aproximou-se. Passá-la foi indiferente. Mas depois olhei para trás e a viagem encheu-me até ao limite.

Mas que é isso do limite?

Dancei, dançámos. Para mim, para nós. Porque sim. Porque nos faz sentir bem, porque nos faz sentir cheios, porque nos faz sentir-nos. Porque sim. Dancei, dançámos. Graças a mim, graças a nós. Porque sim. Porque somos capazes, porque há uma parte de nós que não vive sem isto, porque nos somos. Porque sim. Dancei, dançámos. Aqui e mais além. Porque sim.

E dançaremos.

Obrigada.

September 24, 2011

Assim

Deito-me aqui e respiro. Os músculos pulsam em revolta contra mim e a minha inércia. Rangem numa melodia dolorosa. Mantenho-me enrolada neste cobertor de melancolia que me acolhe e se molda a mim num conforto que desconforta. Parto-me entre o fazer e o não fazer, o pensar e o não pensar, perco-me em redundâncias falsas que me enganam a mente. A voz está rouca e mal me deixa falar. Cá dentro adormeceu porque a verdade me aleijava. Verteram-me para a cabeça uma solução anestesiante de energias pesadas e desertores de razão. Tudo isto me chora nos olhos e me pesa nas gargalhadas. Tenho um exaustor ligado que não funciona senão a encher os ouvidos de ruído e inquietação. Aos poucos torna-se barulho de fundo, aos muitos sombra constante que se disfarça mas continua lá. Continua lá. Estou presa neste zunir constante de tudo. Quero silêncio. Quero ouvir-me.


consolido-me então em palavras agrupadas sem sentido, tradutoras falíveis de sentimento, acariciadoras afáveis de deprimências em vão.

September 16, 2011

vidros, injecções e portas.

e estamos de volta com deprimências momentâneas. passados muitos dias. alguns meses. aqui estou.

Perco-me nesta iminência de ser e de continuar a sê-lo. Não me sei como sou, não me sei como serei, sei como me quero ser. Injecto na mente pensamentos forçados de produtividade, de certezas que se dissolvem de imediato e se esvaem no vazio. Doem-me estas injecções acertadas, de caminhos traçados que não vão dar a lado nenhum.

Ponho pé ante pé num chão de vidro quebradiço que desemboca numa porta em que não caibo inteira, sem me espremer tanto até que me quebre e só passe em pedaços de cada vez. Caminho, porém. Só não olho para trás com medo que o vidro se parta e tenha também de me rasgar para regressar. E com medo de passar a viver aos bocados mas inteira de um risco que não tomei.

Mas o chão de vidro é bonito e pela frincha da porta corre um fio de luz.

May 22, 2011

how I feel

Não sou escritora. Escrevo para calar o pensamento. Não sei acabar uma história. Farto-me dela a meio, irrito-me com os clichés, as personagens causam-me engulhos, a noção de tempo esvai-se, o espaço resume-se a nada. Não sou poetisa. Não sei escrever versos. Muito menos agrupá-los em estrofes. A estrutura é demasiado obtusa, acutila-me a mente e deixa-me a sangrar de desespero. Não sou nada. As palavras frustram-me, a gramática é demasiado correcta para mim e tenho fobia a páginas em branco. Sou um depósito de palavras inquietas e ideias confusas que não aguentam tempo nenhum na gaiola do pensamento. Vivem aos saltos cá dentro, num turbilhão que me rouba o Norte e me impede de pensar direito. Cuspo palavras, pontapeio palavras, choro palavras, rio palavras, grito palavras. Não as domino, elas dominam-me. Vivo em função delas e para elas. Elas sobrevivem-me.

Não sou escritora. Não sou poetisa. Não sou nada.

Rute.

May 16, 2011

Despedida

Desde ontem que o meu coração parece bater em contagem decrescente e na minha cabeça permanece uma sombra que me diz, constantemente: último dia com 15 anos. É uma estupidez.
Se fosse continuamente assombrada por esta sensação de finitude, muito me cheira que andaria a fazer tudo menos a viver.
Foi apenas mais um ano, 365 dias. Amanhã é mais um dia como os outros com a excepção de açambarcar aquele sentimento de felicidade nostálgica que me faz sentir incompreendida. Mas e os dias que passaram? Canso o pensamento a remexer nas memórias e nada de homogéneo se constrói diante dos meus olhos. Posso dizer que aos quinze anos experienciei o melhor concerto (senão mesmo momento) da minha vida. Fui marcada pela música e tomei parte de uma grande família. É talvez uma das memórias que se mantém omnipresente. Posso dizer que cresci, mas quem não cresce? Posso dizer que sorri e chorei, mas quem não sorri e não chora? Sinto-me a pontapear palavras sem harmonia, mas que se lixe. Ah, descobri que sou criadora de coisas confusas, e que o meu motor de palavras anda lento porque lhe falta inspiração. A saudade construiu casa em mim, e aqui permanece. Tenho muitas páginas brancas que foram choradas por quererem palavras e não as terem. Tive mais dança que nunca e foi o que me moveu. Isso e palcos, e expressão e sentimento. São a minha praia e para mim é verão o ano inteiro. Tenho pessoas novas que caminham paralelamente a mim em diferentes planos. Cruzamo-nos num deles e somos muito felizes - partilhamos arte. Sonhei, mas quem não sonha? Sofri desilusões, mas quem não sofre? Descobri que escrevo para calar o pensamento. Que, às vezes, quando estou à frente de alguém, me sinto a passar-lhe ao lado. Mas também tenho as minhas pessoas, que estão longe e estão perto, que estão perto e estão mesmo perto. Quero-as sempre. Embalei os ouvidos de música. Falei que me fartei, mas também me calei vezes demais. Aprendi a apreciar o silêncio que me invade o pensamento, mas na maior parte das vezes não dura tempo nenhum. Desassosseguei-me. Porque é isso que eu faço.

Espero que os próximos 365 dias sejam algo de bom.

Adeus quinze anos. Vou ter saudades.

May 08, 2011

David Fonseca


Grande David Fonseca. Foi épico, memorável, extraordinário. Fizeste o meu dia valer a pena. Não são precisas mais palavras.

You secretly made
Castles of sand that you hide in the shade
But you cannot hold the tides that break them
And you build them all over again


May 01, 2011

Vazio de ti.

É como um aspirador cá dentro, a roubar-me o ar. A sugar-me as memórias, a lembrar-me do vazio condensado que fica a tomar o lugar delas.

Tenho saudades tuas, e contigo da inocência. Lembro-me de me sentir triste e ficar melhor por saber que te tinha. Agora levaram-me as lembranças e nada tenho.

Hibernaste-me num canto do teu coração grande. Deixaste entrar tanta gente que fiquei pequenina. Estico o braço mas não te atinjo. Às vezes mexo-me tanto que me olhas e dizes: é verdade, estás aqui, existes. Mas depois distrais-te com a imensidão de sentimentos e pessoas que te preenchem a cabeça e o coração. E lá fico eu, pequenina outra vez.

Quando te tenho à minha frente, sinto-me a passar-te ao lado.

No meu coração, o vazio de ti é muito grande.

Em mim, um aparente deserto esconde um vasto oceano. Mas basta soprares um pouco de areia e afogas-te.

April 03, 2011

Rhythm&Dance

Não me importo de ter os joelhos arroxeados, um alto na cabeça e os pés queimados. Nada. A emoção que os gerou, aliou-se ao gozo e suplantou a dor, qualquer réstia dela. É um sentimento tão forte que nos ferve os pés e se alastra como uma maré revoltosa por todo o corpo. É como um terramoto cá dentro, que se reflecte nos movimentos e na expressão. Sabe a uma intensidade tão tremenda que é intransmissível para palavras. O coração bate tão forte que ameaça sair do peito e faz repercussão nas entranhas. Cada contracção é um soluço da alma. Apoderamo-nos do chão como se nos tentassem roubá-lo, procuramos por aquilo que nos mantém vivos, entregamo-nos uns aos outros em busca de salvação, transpiramos o esforço que impomos naquilo que nos completa.
Somos a casa uns dos outros, falamos arte, criamos movimento, respiramos emoção.
Quero-vos sempre Rhythm&Dance.
Obrigada.

Ps: toda a tradução de sentimentos para palavras é falível. quando se escreve sobre algo que se gosta mesmo muito, as palavras acham-se incompetentes para carregar as emoções. desculpem.

March 17, 2011

Pôr-de-ti

Vi-te caminhar para fora da minha vida como quem vê o sol a pôr-se no mar. Contemplei-te aos poucos, a escurecer e a pintar o céu e as nuvens em tons inebriantes de um alaranjado que escurece. O pôr-de-ti foi lento – ficaste gradualmente cada vez mais pequenina no meu campo de visão. Já brilhaste tanto, já me iluminaste a vida. Aos poucos deixei-te ir, continuavas comigo numa porção mais pequena mas reconfortante, e não liguei àquela sensação de falta de luz, de falta de ti que me assombrava vagarosamente. Escureceste e escureceste-me. Mas o céu estava tão bonito como uma tela endeusada. Perdi-me nas nuvens rosadas e nas sombras de um azul quase inexistente, enquanto tu ficavas cada vez mais pequenina. A necessidade de luz intensificou-se enquanto escurecias e embelezavas o céu. Depois, como de um sonho, acordei e vi que quase já não brilhavas, eras um pequeno ponto de luz na minha vida, que flutuava na linha das águas. Chamei por ti, quando te vi desaparecer no horizonte. Não me ouviste, ou não me quiseste ouvir. Sem alternativa possível, emprestei-te ao mar. Quero que nasças outra vez. Quero que ele te entregue de volta.

March 16, 2011

#prayforJapan

Perdemo-nos em queixas sobre nós próprios, o que somos, o que temos, o que nos rodeia. Abandonamos a nossa essência em labirintos intermináveis de egocentrismos infundados. Olhamos para nós, cegamo-nos para os outros. Somos eternos insatisfeitos. A insatisfação não é algo totalmente negativo quando bem fundamentada e em doses reguladas que se adequam à nossa realização pessoal. Quando o que somos não nos agrada, a insatisfação deve ser algo que nos move à mudança e não uma desculpa para uma inércia de movimento, um turbilhão de queixas e pena da nossa pessoa. Se temos tecto, calor humano, amor na nossa direcção, saúde e sorrisos, qual a razão de queixa? Qual a razão de rebuscarmos o que somos em busca de algo em que podiamos ser melhor, algum azar, ou ponta de infelicidade passageira? Às vezes tais coisas não dependem de nós, mas parte de nós a vontade de as ultrapassarmos. A vida não nos cai do céu, destinada a ser perfeita e totalmente feliz. Às vezes o ser humano tem de sobreviver para depois viver.

Enquanto o chão não me tremer debaixo dos pés, as paredes não me caírem, as pessoas a quem dou amor não ficarem debaixo delas e um tsunami não submergir tudo o que julgava ter, eu vou ser muito feliz. Deram-me os alicerces que suportam a felicidade. Agora só tenho de a alcançar.

#prayforJapan.

March 14, 2011

excerto 2

Debater-me com a ideia de escrever algo profundo que faça as palavras parecerem peças de puzzle extremamente bem encaixadas, está a desencaixar-me toda. Pontapear palavras para uma página em branco numa conjugação ilógica de sentimentos, é algo que me apetece fazer. Muito. Apetece-me falar aquele dialecto, muitas vezes impossível de descodificar, que viaja desde a região mais interior de mim para um espaço vazio. E continua ilegível. Fazê-lo seria como tirar uma fotocópia a sentimentos e colá-los na testa de alguém: as pessoas que passassem continuariam sem perceber uma vírgula. Portanto não vou fazê-lo. A piada de escrever está precisamente na passagem do abstracto para o concreto, neste caso, concretizar emoções, ideias e sentimentos, em palavras. Um escritor, ou alguém que escreve, não passa de um tradutor. Falamos abstracto, traduzimo-lo para concreto. Fazemos a tão problemática passagem do invisível para o visível, do incompreensível para o compreensível, do ilegível para o legível. Fazemo-lo para nós, para nos percebermos – às vezes para nos confundirmos mais, mas enfim. Fazemo-lo para os outros, como forma de comunicação – a mais ágil que temos. Estou a fazê-lo para ti.

March 05, 2011

Estragamo-la. Estragamo-nos.

Se a perfeição não existe qual é a ideia do ser humano ao tentar alcançá-la? Questões como esta são tão angulares que me acutilam a mente. Alcançar a perfeição traduz-se em tentar saltar de uma margem de um rio para outra, sabendo que a força física que nos foi confinada é imcompetente para o fazer. Atingir a perfeição assemelha-se a fazer o impossível. No entanto continuamos inebriados na ideia de a alcançar. Lutamos, corremos caímos pelo caminho, voltamos para trás, tentamos de novo. Choramos lágrimas em vão em busca do intocável, do magistral, do incontestávelmente perfeito. Fazemos coisas em vão. No fundo, no fundo, para nós, o auge da questão é estar cada vez mais perto da perfeição.

Perfeita perfeita, só a natureza. E depois apareceu o homem, e deixou de o ser. Estragamo-la. Estragamo-nos.

March 02, 2011

Coisas confusas

Já vai longe o dia em que preenchi pela última vez uma página destas com palavras. E com isso já lá vai muita coisa. Vão muitos dias, muitas horas, se falarmos em minutos ainda mais vão, então em segundos não se fala e em milésimos de segundo nem sequer se pensa.
Os dias de sol voltaram e com eles os sorrisos. O ar deixou de ser gélido e de cortar a pele, para passar a ser só frio e a ruborizar o nariz.
Ando para aqui a enrolar-me com pensamentos e ideias em vão para esta página quase em branco, despida de palavras interessantes.
Chamem-lhe actualização, chamem-lhe conjuntura de palavras sem sentido, nada abonadas em beleza e muito menos apelativas. Chamem-lhe tentativa falhada e desorganizada de cenas aleatórias.
Sou criadora de coisas confusas. Ponto.

January 26, 2011

Motor de Palavras.

Uma página em branco consegue ser terrivelmente assustadora. Principalmente quando se está a comer cereais sem leite à colher e a espirrar de dois em dois minutos, como estou agora. Pronto, estou a disparatar, consegue ser assustadora muitas mais vezes do que quando se está a comer cereais sem leite à colher e a espirrar de dois em dois minutos. É aquela tempestade de pensamentos, ideias e sentimentos que não se entende cá dentro e anda à luta para ver qual chega primeiro aos dedos, e depois à folha (ou à página neste caso). É aquela tempestade que me causa a sensação assustadora. Mas o pior é quando os sentimentos não conseguem mesmo transformar-se em palavras, chegar aos dedos e passar para a folha. Parece que o motor se lhes avariou e andam doentes, cheios de dores e comichões porque não atingem a meta e se mantém presos cá dentro. Consequentemente sustento eu as dores e as comichões dos sentimentos e a solução é arranjar-lhes o motor. Acontece que a chave que arranja o motor dos sentimentos e lhes permite sair daqui de dentro, na forma de palavras, para a folha em branco, é uma vadia. Às vezes foge, esconde-se, não quer saber de mim. Essa chave é a inspiração e cá para mim a minha é bipolar. Ou vem toda contente ao meu encontro e os sentimentos e as ideias fluem como água nascente de dentro da gaiola de mim própria, para a liberdade da folha; ou desaparece sem avisar. Assim, de um momento para o outro, encrava-me a vida. Lá fico eu inebriada em sentimentos, que muitas vezes conseguem tirar-me do sério. Sem alternativa para sairem de mim para a folha, os coitados apanham boleia das lágrimas. Ou dos sorrisos, eventualmente. A verdade é que estes meios de transporte de sentimentos não são tão eficazes como a escrita. Falo por mim. E por quem quiser aliar-se a mim.

Inspiração, da próxima vez que quiseres dobrar a esquina para o lado obscuro da tua dupla personalidade, deixa um bilhete com uma semana de antecedência. Só mesmo para ver se consigo domar os sentimentos.

January 20, 2011

Pedaço de um passado recente

Encontrei isto no meu baú de textos perdidos. Uma vez que a minha inspiração fugiu, deixo-vos um pedaço de um passado quase recente.


Todos nós somos filosofia. Dependemos do “quando”, do “onde”, do “quem” e do “como”. Tentamos arduamente responder às questões que vão ao profundo de nós, de modo a arranjarmos explicações e algum sentido para o que andamos aqui a fazer. Vamo-nos construindo aos poucos, um bocadinho dali, um bocadinho de acolá, um bocadinho de nós. À medida que o tempo passa vamos reformulando as teorias que temos sobre nós próprios. Descobrimos que não somos fixos nem objectivos, somos misturáveis e subjectivos. Confortamo-nos nos momentos menos bons e sentimo-nos orgulhosos nos melhores. Reflectimos a toda a hora com a intenção de definir o que somos, de perspectivar a realidade da nossa pessoa e de arranjar forma de lidar connosco acertadamente. Acontece que somos filosofia: não temos uma definição unívoca. E ao mesmo tempo somos filósofos de nós próprios em busca do auto-conhecimento e da própria definição. Em vão? Quem sabe (?).

comentem

January 16, 2011

Lugar1

O ser humano só se sente feliz e realizado a partir do momento em que consegue proferir as palavras: “Eu pertenço aqui – este é o meu lugar.”

pois é, cheguei a uma conclusão inteligente...

January 02, 2011

título indefinido/a apurar


Só estou aqui porque me apetece. No fundo, as minhas palavras tiraram férias da minha pessoa e andam para aí a vaguear em todos os rumos possíveis, menos aquele sombrio que vem dar à porta da minha alma. Tenho o meu copo meio-vazio (sim, podia ser meio-cheio, mas quando se trata de palavras o facto de elas não existirem na sua plenitude realça a sua ausência, enão a existência de outros afins). Sentido é algo que me parece estar a faltar ao deparar-me com esta sucessão de palavras salvaguardadas em caso de esgotamento da imensidão das outras palavras que fugiram. Caro leitor, se está a perceber o que eu estou para aqui a dizer, tem com certeza uma capacidade de concentração muito elevada, que consegue suplantar a minha tempestade de palavras-depósito. Sinta-se, por isso, feliz.

Resumindo e concluindo, vim para aqui com a intenção de esboçar o meu sentimento de revolta perante o recomeço das aulas (por sinal, infelizmente, amanhã), e desviei-me do foco. Parece que agora está tudo dito. É uma treta. E vinha também determindada em referir-me ao novo ano - 2011, para quem anda a dormir - que no fundo, nos traz mais do mesmo. Melhor ou pior, só o que vem o dirá.


Vamos continuar a andar, no meio da confusão.