December 21, 2010

Para o Natal...



Para o Natal quero o Jared Leto a cantar-me ao ouvido. Só para mim.


(i'll be all that lights)


Sem esquecer claro paz e amor para mim e para todos.

December 17, 2010

30SecondsToMars


Se Marte é o êxtase, ontem fizeram-me estar a muito menos de 30 segundos de lá.


A música deles move multidões. Chega-nos ao espírito, agarra-nos e arrasta-nos num voo tão sublime que queremos que nunca acabe. E foi o que se viu. Ontem voámos. A loucura injectou-se nos nossos pés e subiu, arrebatadoramente, até às pontas dos cabelos. A energia, inexplicavelmente, não se esgotou e foi crescendo com o calor humano e a felicidade. "jump. jump! Jump! JUMP! JUMP!!!" e saltámos, saltámos saltámos. ''LOUDER" e cantámos ainda mais alto, com um sopro forte vindo bem de dentro dos nossos pulmões, uma emoção enorme vinda dos nossos corações. Mãos no ar, chegaram bem mais longe do que pareceram. Estivemos ''Closer To The Edge'', fomos ''Kings and Queens", formámos um "Hurricane" e declarámos "This is War". Eles amam-nos, "I love you! I love you! I love you! I love you", e nós também. Somos uma família. Muito grande. Com laços de música e paixão inquebráveis. Estamos em todo o lado, à distância de um som. Queremos mais, muito mais. "WE'RE SURVIVORS!"


Foi "FUCKING PERFECT!" e por isso "Thank you. obrigado. Obrigado. Obrigado! OBRIGADO!"

December 13, 2010

Excerto sem sentido

Não me apetece escrever. Vai apenas um excerto de algo que está para ser continuado.

"O meu corpo era uma pedra, a ser sugada por uma força de gravidade mais elevada do que a conhecida no planeta Terra. Senti, sem dúvida, o sangue a ser bombeado na cabeça e por cada vez que corria mais forte, o pico de dor a aumentar. Como um compasso de dor - tic tac, tic tac. No tac, a dor agonizava. A minha respiração soava como um comboio a descarrilar. O sal estava preso na garganta e ardia, estava nos meus lábios e rasgava-os."

Beijinhos na testa e comentem, para ver se a vontade de postar algo de jeito regressa.

October 09, 2010

tempestade

Estes dias de vento forte afectaram as minhas entranhas (quando digo ''entranhas'' retiro-lhe o sentido depreciativo, só o digo no sentido ''interior profundo''). Uma tempestade de vento abalou os meus pensamentos, abanou as árvores da floresta do que sinto e fez com que chovesse na praia da minha alma. Dito isto, vai para aqui um rebolão. Quando caminho no carreiro mais direito possível e olho para um dos lados e me deparo com um tortuoso, acho-o muito mais bonito e apetecível. Gosto das curvas e sinto falta delas - mesmo sem ter a certeza se algum dia as percorri. É sempre tudo direito. Tudo em frente. Tudo correcto. Tudo igual. Quero mudar. Quero gostar de sentir o vento nos meus pensamentos, de ouvir o som das follhas a abanar nos meus sentimentos e de sentir a chuva a cair na praia da minha alma.

vai para aqui uma tempestade. quero começar a tirar frutos dela.

October 03, 2010

Dançaaaaaaaaaaaaaa


Nunca quero deixar de dançar. Mesmo quandodeixar de conseguir andar, vou dançar sentada. Ou deitada, eventualmente. E se ficar imóvel, vou dançar mentalmente. Porque o ritmo nunca morre.

September 24, 2010

já sinto falta do Verão. e isto é só o segundo dia de Outono. há saudades imediatas.

September 21, 2010

21.09.2010

''Gosto tanto de ti, nem sabes...''

isto fez-me sorrir. faz-me sempre. di-lo mais vezes. di-lo que eu não me importo. achonchega-me o coração e chama o sorriso aos meus lábios. podes dizê-lo. sempre que te apetecer. a mim apetece-me sempre ouvir.

Também gosto de ti. muito.

É mesmo bom ter amigos!

September 17, 2010

saudade

Onde estás?, pergunto-me irrompendo o silêncio do meu pensamento com algo que o faz vacilar.

Onde estás?, será o eco, ou será o meu coração a perguntar-me de novo?

Não sei. Não sei onde foste, que destino tomaste nem o que te fez partir. Muito sinceramente nem sei se partiste ou se te escondeste. Não sei para onde foste, onde estás nem se tencionas voltar. Olho para ti e não te vejo. Não me vês e eu não te vejo. No entanto, olhamo-nos com frequência. Não reconheço essa neblina permanente que te cobre a veracidade do olhar. O sol que costumava brilhar nos teus olhos fugiu. E eu já não tenho o reflexo da tua luz a iluminar-me. E era tudo tão mais fácil quando o tinha. Agora já nem a minha própria luz consigo fazer aparecer sozinha. A minha luz fugiu, à procura da tua. Levaste-me. E agora olho-te e não te vejo. Onde estás? Onde estamos? Não te reconheço, no entanto o passado, as memórias mais felizes, dizem-me que esse é o teu corpo. Que és tu que me olhas e não me vês, que me falas e não me sentes. Elas dizem-me e eu acredito porque é assim que eu me lembro de ti. Os sorrisos que esboças para os outros são os sorrisos que costumavas oferecer-me, no entanto falta-lhes algo – não são para mim.

Para onde foste? Quiseste esquecer-te do que fomos, talvez. Se calhar foste para algum lado onde eu nunca fui. Onde nunca fomos. E por conseguinte, onde nunca te vou encontrar. Há também uma possibilidade de te teres escondido e de estares à espera que me esfalfe, que me perca pelo caminho, que me arranhe nas quedas, para te encontrar. Talvez estejas à espera que te encontre e que com as minhas forças te ponha no lugar onde deverias estar por vontade própria – contigo, comigo, para nós. Não tenho forças. A minha luz fugiu à procura da tua.

Olho-te e não te vejo. Onde estás? Para onde foste? Voltas, meu amigo?

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Vou apelar a duas coisas: primeiro que comentem (é-me importante a vossa opinião) e depois que verifiquem se o comentário foi publicado (porque muitas vezes os comentários não aparecem).

beijinho na testa

August 31, 2010

hallelujah

Basta que cheguem aos meus ouvidos os primeiros acordes da música para me lembrar de ti. O som entra cá dentro e umas vezes aconchega o coração, outras aperta-o. Porque é isso que tu fazes. Umas vezes aconchegas-me o coração, outras não tens noção da força e aperta-lo. Já conheço a melodia desta música de cor e salteado, prevejo cada acorde antes de este chegar aos meus ouvidos e bater cá dentro. Mas nunca sei a maneira como o vai fazer. Se me vai aconchegar ou se me vai apertar com força. Como tu, que és imprevisivel. Verdade seja dita e sentida, a fragilidade é algo que me caracteriza, logo não é necessário exerceres grande força para me marcares. As minhas feridas demoram a sarar. E quando penso que quase sararam, apertas-me o coração e fazes com que se abram outra vez.
Eu ouço-te e conheço-te, como à melodia desta canção. Sei que gosto de ti como gosto do teu sorriso bonito e olhos de por-do-sol. Também sei que me fazes rir e que me fazes chorar. Mas nunca sei como vais bater cá dentro.

Ouve-me.
Jeff Buckley - Hallelujah

August 13, 2010

insignifcante

Eu sinto que quero escrever alguma coisa. Passo minutos que parecem horas a pensar em algo que encaixe em todos os conceitos da palavra bonito, mas nada me ocorre. Depois vem a frustração, essa ingrata, que por mais vezes que lhe diga que já trabalhou demais este ano e que pode tirar férias - ou até reformar-se - continua a fazer horas extraordinárias. O sentimento de querer desistir não tarda a aparecer, e a desaparecer pouco depois, porque dar a vitória à frustração é algo impensável. Se desistisse, mais frustrada ficaria. Então chega a fase de começar a pensar em combinações de palavras que de todo não dizem o que eu quero. Palavras que são apenas bonitas, mas se cavarmos a fundo, são ocas. Então ponho-as de lado, imediatamente. A vontade de escrever algo que tenha, obviamente, um significado não me larga, consome-me. Alguém que não vejo me diz- cá dentro, de modo a que só eu ouça - que hoje não é o dia indicado para me pôr a filosofar. Aí, páro por momentos e penso. De facto, o que estou a fazer é insignificante. Mas é muito importante, para mim, fazê-lo.

''Whatever you do in life, it'll be insignificant. But is very important for you to do it.''
Gandhi

August 05, 2010

Sol

Gosto quando o Sol brilha no céu. Mas gosto ainda mais quando O vejo brilhar nos teus olhos. Quando brilha em ti, brilha em mim. Quando brilha no céu é incerto. Às vezes brilha em mim, outras não. Mesmo quando não brilha no céu, por vezes tenho a ilusão de O ver brilhar no teu olhar. E fico com a sensação extraordinária de ter um Sol inexistente a brilhar em mim. É mágico.

A felicidade que ganho de ti é mais garantida do que a que o Sol me dá.

Sol. És o meu.

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Este vai para todas as pessoas que me fazem feliz. Porque eu também sei escrever coisas não deprimentes :)

(Gostava mesmo que quem lesse, comentasse.)

August 02, 2010

copo meio vazio

Queres chamar-me problema? CHAMA!!!! Força, chama. Eu sou de ferro. Nada me derruba.

Ah, desculpa, estava a mentir. Se acreditaste é porque não fazes ideia de quem sou. E só de pensar que estive todo este tempo mergulhada num cofre de ilusões trancado com a chave da mentira, julgando que, de verdade, me conhecias – causas-me engulhos.

Vai-te. Xôo. Não te quero.

Ah, desculpa, estava a mentir. Se me conhecesses saberias.

July 31, 2010

Raízes

há olhares que são imediatamente fotografados pela mente e colados na alma. e depois, não contentes de estar constantemente presentes, decidem alastrar-se ao coração e ganhar raízes. O problema é que as raízes crescem tanto que nos apertam o coração.

June 20, 2010

férias

É um sentimento de liberdade que nos invade quando se acabam as rotinas de estudo e as toneladas de matéria, que arduamente entraram, rapidamente submergem.

Primeiro, Barcelona.
Depois, Formentera.


Férias. Estou de.

May 30, 2010

30.05.2010

vá, vou escrever.
Palavras, palavras, palavras. Algo que combine, que pareça bonito. Que encaixe.
Cá dentro tenho uma voz muda que as chama. Mas elas são surdas. Vêm por instinto. O instinto ao qual se chama sexto sentido. Elas, as palavras, são o meu sexto sentido. Há dias que as sinto. Que tenho o designado 'intuito' de as chamar com a minha voz interior muda e elas têm o 'intuito' de me ouvir, mesmo sendo surdas. Há dias assim. E depois tenho os outros dias. Os chamados dias de cinco sentidos. O caso bicudo está no facto de eu ser altamente mimada. Habituei-me a ter uma voz interior muda que chama palavras surdas. Habituei-me ao instinto, habituei-me ao sexto sentido. As palavras mal habituaram-me. Estou mal-habituada. Choro nos dias de cinco sentidos porque me acho digna de ter os seis sentidos a tempo inteiro. Amuo quando fico presa nos becos sem saída de falta de creatividade. E não saio de lá, sento-me no chão molhado e gélido com falta de sentimentos e fecho os olhos perdida na inércia da escuridão. Nesses momentos, paraliso. Julgo-me dona de palavras surdas porque tenho uma voz interior muda. Onde é que isto já se viu? Estou a enlouquecer. E tudo se deve à porcaria do sexto sentido que me mal habituou. A droga das palavras viciou-me. Virei toxicodependente.

Também se deve a ti, embora não saibas que é a ti que me refiro. É, tens culpa! Bastou-te existir.

May 27, 2010

27.05.2010

E é neste impasse de vazio que me dá vontade de escrever. Não me perguntem porquê, porque a minha voz não sabe declamar a resposta.
Estou farta. Farta do desassossego, do vazio, de choros evitados, sorrisos impuros, amizades estilhaçadas e pancas que nunca mais acabam. Já me rio de estar farta. Já grito de estar farta. Até já durmo de estar farta! Tenho dias de estar farta. Noites de estar farta. Estou farta de estar farta!
Quero esboçar o sorriso que não esboço. Chorar as lágrimas que não choro. Rir às gargalhadas do que não rio. Amar o que não amo. Esquecer o que não esqueço. Gostar do que não gosto. Cortar o que não corto. Mentir o que não minto.
Quero viver. Viver sem estar farta. Viver o que não vivo.


May 25, 2010

miss you

A saudade são cartas inacabadas que permanecem na gaveta do coração.

[sofs, é minha e tua]

May 09, 2010

9 de Maio de 2010

Hoje é um dia normal. Apetece-me escrever sobre este dia. Não porque é igual aos outros, mas porque todos os dias iguais têm coisas diferentes. Nem que seja uma alteração de temperatura, um raio de sol mais brilhante, uma maior percentagem de humidade no ar, um grau de boa-disposição maior ou menor. Igualdades verdadeiras só mesmo na matemática. E não tenho a matemática num lugar de relevo no meu pensamento portanto vou mantê-la onde está - disfarçada, escondida nas sombras. Voltando ao ponto principal (se é que ele existe), vou escrever sobre o dia de hoje. Hoje, não 9 de Maio de 2010, mas o 9 de Maio de 2010. Há dezasseis anos atrás nasceu uma pessoa que eu conheço. E a quem chamo amigo, não sei bem porquê. Bem, a definição de 'amigo' tem muito que se lhe diga. Existem os amigos ao sol, recheados de luz e nos quais conhecemos cada traço de rosto, prevemos cada movimento que vai esboçar e adivinhamos cada palavra que vai dizer. E depois existem os amigos na penumbra. Esses são aqueles que têm uma vida quase paralela à nossa e - lá vou eu distorcer a matemática outra vez - de vez em quando se desviam do caminho e lá se encontram connosco. Este meu amigo que nasceu há dezasseis anos atrás é um amigo na penumbra. Isto porque lhe conheço o rosto à distância, prevejo as jogadas em campo, conheço-lhe o andar descontraído e sei que o sorriso dele (mesmo que distante e sem ser esboçado para mim) me faz sorrir. Não me vou redimir a tretas e dizer que é o meu amigo mais importante, o de que mais gosto ou o meu melhor amigo. Estaria a mentir. É o meu único 'amigo na penumbra' e acho que é isso que o faz ser especial. Tenho muitos amigos ao sol e nesses deposito toneladas de amizade. Neste meu 'amigo na penumbra' tenho a oportunidade de divagar e de o encontrar de vez em quando só para uma troca de palavras escritas, de sorrisos ou olhares desviados. E a esses pequenos actos, talvez considerados insignificantes, chamo-lhes amizade.
Se gostava que a penumbra fosse iluminada, nem que de vez em quando, por uns raios de sol, para desvendar mais segredos da personalidade deste meu único amigo de olhos tricolores? Sim, gostava. Mas tenho a sensação que vais ser sempre o meu amigo na penumbra.

Parabéns.



May 08, 2010

Conto de fadas.

Gostava que o dia de hoje tivesse sido um conto de fadas. P ensando bem, nem exigia tanto. Um conto de felicidade. Repensando melhor, secalhar as fadas têm mais probabilidade de existir. A minha felicidade está de férias ou, provavelmente, pré reformou-se. Isso seria mau. Vou pensar que não. O meu subconsciente pensa que sim.

Era uma vez ...


[ O vazio ]

May 05, 2010

devaneios

O problema está na inexistência. No facto de a boa-disposição decidir tirar-férias, e os sorrisos perderem veracidade. Inexistência, nem que seja temporária, de risos, de vida, de algo. E ainda se diz que o 'algo' não é importante. É claro que é. Estou cansada de perder camadas de mim própria. E o 'algo' cola-as. As camadas, quero eu dizer.

Ocupo-me a pensar que é só mais um mês. Mas ninguém me garante que daqui a 30 dias algo vá mudar. Não tomo por adquirida uma mudança de rumo positiva. Ninguém me dá certezas de nada. Continuo na minha: é a incerteza que nos faz avançar.

A incerteza causa-me engulhos. E a inexistência agonia-me.
Melhor era impossível.

April 24, 2010

caminho

- Bom dia!
- Ah, sim, bom dia.
- Podia dar-me uma informação?
- Se estiver ao meu alcance...
- Por onde é o caminho para a felicidade?
- Siga sempre em frente.
- Ah, e depois?
- E depois não sei, eu nunca a consigo ver.
- Não a vê daqui, é?
- Não, não a vejo. Nunca a vejo.
- E conhece alguém que já a tenha visto?
- Não. Ao que parece quem segue em frente, não volta.
- Acha que é perigoso?
- Não sei. Acho que quem a encontra raramente volta atrás.
- Então acho que vou seguir em frente. mas, olhe, já reparou? Não se vê o horizonte!

treta do dia #não sei quê

Porque é que não me acertaste com a bola? Podia doer, mas se era o bastante para olhares para mim e sorrires, nada mais importaria. E pensar que bastava conheceres-me para o saberes. Agonias-me. Shame on you, boy. Shame on you.

April 17, 2010

That's it.

É isso! Corta-me! Já estiveste mais longe. Não hesites, vá, corta-me! De uma vez por todas, corta-me! Não te perdoo se hesitares mais uma vez. Cortas-me só pelo facto de olhares para mim com a faca na mão. Por isso fá-lo, de uma vez por todas. Deixa-te de tretas. CORTA-ME!


(Eu sei o que é que estás a perguntar. Eu respondo-te: sim, eu tenho ataques de estupidez.)


Beijinhos na testa (L)

April 12, 2010

sentimento do dia #2

Tive dias de praia. 3. É uma benção.

E agora tenho dias de escola. Dias de amigos. Dias felizes. Ou então não.

(Gonçalo, ironia? Yup, acho que estou a aprender contigo.)
Beijinhos na testa (L)

April 05, 2010

férias na cama. reflexões e aniversários.

É verdade. Estou na cama, nas férias. Razão: doença. Bolas para a gripe, ou para a laringite, ou faringite ou lá o que isto é!

Dói-me a cabeça e ando a faltar aos ensaios de dança. O que é muitissimo positivo. Outra coisa que adoro ainda mais é o facto de não poder sair de casa e ver o mar que está mesmo ao virar da esquina. Ui, isso então mata-me de alegria.

Acho que me vou entreter a escrever coisas estúpidas que ninguém vai ter pachorra para ler. Yup, é isso mesmo.

Sabem que mais? Ontem tive a prova de um facto que já considerava verdadeiro: até ao final dos dias de uma vida, há sempre coisas que deixamos por fazer e há sempre uma primeira vez para alguma coisa. Digo isto porque ontem, como já tinha referido, o meu avô de 89 anos descascou, pela primeira vez na sua longa vida, um camarão sem sujar as mãos. Isto é, de faca e garfo. Pela primeira vez! Pode parecer absurdo, mas até tem que se lhe diga.

Avante, PARABÉNS Sara! Já podes adicionar mais um ano completo de experiências à tua vida (:

Abraços e beijinhos na testa.
(só porque me apetece)


March 31, 2010

Quarta-feira com um filme e um ataque de choro.

É verdade, acho que está comprovado. Estou com uma queda para filmes que me fazem chorar. Ontem vi o ''Remember Me'', hoje foi o ''My Sister's Keeper''. Novidade? Chorei o triplo. Mesmo daqueles ataques de choro que envolvem ranho e soluços. Esses mesmo.


Bem, como já tinha referido na mensagem anterior, a minha inspiração foi raptada pelo meu (ini)migo chamado desmancha prazeres. Contentem-se com críticas a filmes lindos que fazem chorar. É esse o meu espírito. Já para não falar do meu humor estúpido.

Ah, e comentem. Nem que digam só olá (e se quiserem uma crítica ao filme).

Outra coisa que é de bom tom referir: o soundtrack deste filme é emocionante.

Beijinhos e abraços para quem quiser. Façam-me feliz e comentem.
(eu tenho a sensação que estou a falar para a inexistência)

March 30, 2010

Terça-feira com a minha consciência.

Férias. Suspostamente uma coisa boa...Ao que parece tenho um amigo chamado desmancha-prazeres que é um bocado invejoso e gosta de estragar tudo.

Ah, é verdade: se vos apetecer chorar baba e ranho e ainda levar como bónus uma lição de vida, tenho uma sugestão:


Título original e que por acaso soa bem melhor: ''Remember Me''. Deixa o teu comentário sobre o filme. Quero saber.

P.S.: o desmancha-prazeres levou-me a inspiração. só mesmo para ficarem a saber.

Beijos e abraços para quem quiser. Sou generosa (a)

March 17, 2010

sentimento do dia #1

quero o meu porto de abrigo. perdio-o algures entre as gotas de água e sal às quais chamam lágrimas.

"Olha pra mim

Deixa voar os sonhos
Deixa acalmar a tormenta
Senta-te um pouco aí

Olha pra mim
Fica no meu abrigo
Dorme no meu abraço
E conta comigo
Que eu estarei aqui

enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei
sempre que te sentires só

Olha pra mim
Hoje não há batalhas
Hoje não há tristeza
deixa sair o sol

Olha pra mim
fica no meu abrigo
perde-te nos teus sonhos
e conta comigo

enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei sempre
que te sentires só

enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei sempre
que te sentires só

eu estarei sempre
que te sentires só
"

Mafalda Veiga

March 11, 2010

Incerteza

Eu não sei se sei. Um dia disse: ''Eu não sei se o destino é um caminho por onde passa a perfeição, // ou se nele se desfaz em pedaços a beleza de um coração''. Pois, continuo sem saber. Acho que a perfeição não passa em lado nenhum. É um daqueles monumentos mesmo extraordinários que toda a gente quer visitar mas que só existe em postais. Perfeição, ilusão... Estás a ver, até rimam! Inclino-me com frequência para a parte do coração despedaçado. Gostava que me dissesses porquê... Dizes-me porquê? Não ouço. Mais alto... Ah, já percebi, não sabes. Somos dois.
Eu não sei uma data de coisas. E gostava de ter explicação para cada uma dessa data de coisas. Cada uma dessa data de coisas que conseguem interromper a minha coerente linha de pensamento com uma facilidade absurda. Essas coisas que me assaltam numa esquina da mente e me levam tudo sem eu saber bem porquê. Aqueles assaltos inesperados à mão armada que deixam a vítima num estado titubeante de medo e aflição. É assim que fico. Portanto explica-me. Explica-me cada uma desta data de coisas.
Explica-me como me consegues cativar para depois me deixares desamparada. Explica-me como consegues falar para depois te calares. Explica-me como te disfarças de perfeição e no segundo seguinte o disfarce cai. Explica-me porque me consegues sorrir, e pôr-me a sorrir também, para depois não me amparares as lágrimas que caem como paraquedistas nas profundezas, sem cessar.
Sabes uma coisa? Todos os meus sorrisos têm um pedaço teu. Já as minhas lágrimas? Bem... Essas conseguem ser inteiramente tuas.

Sim, estou a falar contigo. E nem sequer sonhas.

March 07, 2010

Era uma vez...

Era uma vez uma menina que chorava por tudo e por nada. Dizia que albergava uma paixão assolapada entre os seus olhos e as lágrimas. E o problema maior é que eles não marcavam hora ou local para se encontrarem. Simplesmente achavam que a espontaneadade tornava o momento mais emotivo. Então, à miníma oportunidade lá se juntavam. Para dizer a verdade, às vezes juntavam-se mesmo quanda não havia oportunidade, ou então apenas para compensar as oportunidades com propósito que não tinham sido aproveitadas. Então as lágrimas limpavam-lhe a alma frequentemente e faziam as pessoas olharem para a rapariga que soluçava interrogando-se do porquê de tanto choro. Mas sim, as lágrimas limpavam-lhe a alma, para além de a fazerem ser alvo de muitos olhares de gente incompreensiva e de ser denominada "menina sensível" a toda a hora. Quando a limpeza da alma compensava, os senãos praticamente não interessavam. Porém, quando os senãos conseguiam ser superiores à parte boa, os olhos pareciam chamar as lágrimas ainda mais alto. Ainda assim, isso não era o pior que podia acontecer. O pior era quando as lágrimas e os olhos se chateavam. O coração enchia, enchia tanto que quase rebentava. Enchia de lágrimas, claro. De lágrimas carregadas de sentimentos negativos. Então, o pobre coração apertava a rapariga conseguindo mesmo sufocá-la. E aí até a própria menina suplicava aos olhos para chamar as lágrimas, pois a única coisa que conseguia fazê-la sentir-se melhor era quando estas voltavam a brotar. E a limpar a alma e a esvaziar o coração de sentimentos sufocantes e estranguladores. Só assim conseguia voltar a sorrir outra vez, sorrir verdadeiramente. Um sorriso puro.
E a menina viveu, chorona e sensível para sempre.


March 06, 2010

O ser humano é mau actor, não aguenta muito tempo em palco sem se revelar.

March 03, 2010

viver mata.

Se formos com intenção de agrupar as banais acções de um dia-a-dia de uma pessoa vulgar, não podemos de forma alguma afirmar que não são arriscadas. Estamos constantemente na corda bamba entre a vida e a morte, e, embora estejamos vivos, conseguimos estar muito mais perto da fronteira da morte do que do lado da vida, desta vida que despreocupadamente damos por adquirida. Podemos morrer a atravessar a rua, podemos estar a rir e apagarmo-nos de uma vez, podemos descobrir uma doeça mortal de um minuto para o seguinte, ou, simplesmente, podemos adormecer para nunca mais acordar. Podemos adormecer e acordar do outro lado da cama. Ou do outro lado da linha. Ou do outro lado da fronteira. Ou do outro lado da vida, ou melhor, do lado da morte. As definições cientificas que arranjaram para vida e para morte não me satisfazem. Outra coisa que me intriga é o medo das pessoas ao pronunciar a palavra MORTE. Porque, falando verdade, é capaz de ser uma grande nossa amiga. Sabem porquê? Porque nos dá a definição de vida. Sabes o que é viver? Viver é não estar morto. Se não houvesse morte não havia vida. E ao contrário, idem. Mas se abordarmos o assunto de uma perspectiva diferente, se olharmos para as pessoas que morrem e que, supostamente, não deviam morrer tão cedo, aí é outra conversa.
Viver mata, minha gente, viver mata. é tudo o que vos posso dizer...



(agora armei-me em filósofa. mas que porcariazinha de texto).

February 23, 2010

Nostalgia de fim de filme.

Compras o bilhete. Pagas as pipocas. Entras na sala e mergulhas na cadeira escura, para lá ficar durante um tempo. Uma, duas horas... três, por vezes. E a cadeira começa o seu ritual de envolvimento. Aquece durante a publicidade, molda-se durante as apresentações de "upcoming movies" (banalmente denomindados "trailers") e está pronta para ti no instante em que o filme começa. E envolve-te. A luz apaga-se de modo a desligar-te do mundo, daquele lá fora, mesmo ao virar da esquina, à distância de uma porta. Esse mundo que, no clique de um interruptor se afasta para o infinito e se torna névoa. Névoa cerrada, lá longe, para lá da meta do pensamento. E depois, a alma abre-se para absorver os sentimentos que ocorrem no ecrã, naquela tela que toma o lugar do mundo. Uma tela plana, um filme e uma cadeira que te envolve é o suficiente para te desligares do mundo. Não tens limites para te colocares na pele da personagem e viver as suas emoções. De roubar emoções, ou simplesmente de as pedir emprestadas. Não pagas bilhete e viajas até aos locais mais fantásticos e mais aterradores. Podes desligar a noite e ligar o dia. Podes amar os sentimentos que, na realidade, odeias. E podes saber tudo - o teu mundo restringe-se à sala de cinema e, talvez por isso, a tua sabedoria também. E o teu futuro, bem... o teu futuro nem sequer interessa. Desligaste-o, juntamente com o mundo que virou névoa. As incertezas deixam de se encaixar e as certezas, essas raridades, vêm como setas ininterruptas e atingem-te em cheio. E só tens de respirar, ver o filme, sentir a história, viver as personagens e usufruir do conforto da tal cadeira que te envolve. Apagas o mundo. Por umas horas, tão poucas que sejam. E quando o filme acaba e as luzes se acendem, tens de o aceitar de novo. Tens de aceitar o mundo, as incertezas, o futuro e os sentimentos que odeias. Nostalgia. Nostalgia de fim de filme. Nostalgia de (re)aceitação de uma vida, de um mundo, denominados reais. Sem esquecer, obviamente, que tens de te levantar e abandonar a tal cadeira.

Uma amante de cinema.

PS: E se a tua vida fosse um filme?

February 16, 2010

Apresentação (In) formal


Sou eu, apenas eu, e tenho olhos castanhos. Os olhos castanhos banais, que à luz do sol se revelam um pouco mais interessantes devido aos raios mais claros que se formam com a retracção da pupila. Mas sou eu, e tenho os olhos castanhos banais, um pouco mais interessantes e claros quando a luz do sol lhes embate. Sou a rapariga que de vez em quando se perde nos caminhos tortuosos e numerosos da personalidade, aquela que tem o hábito de se camuflar à medida que o palco da vida aloja diferentes peças. E as diferentes peças albergam diferentes personagens. E eu sou todas e sou só uma. Apaixonada pelas artes, as minhas paixões baseiam-se em dar vida às palavras e à expressão. Gosto de pegar nelas e de as baralhar de forma a ordená-las, a sincronizá-las à minha única e só maneira. Gosto de as sentir, o seu calor, o seu frio, a sua obtusidade e a facilidade com que se encaixam. Desespero quando a inspiração, essa minha grande amiga, tira férias e tenho dúvidas, muitas dúvidas no que toca à qualidade do que escrevo, à melodia que componho com as minhas amadas palavras. O meu espírito enche-se de luz quando sou reconhecida uma vez que me fio nas minhas personagens para controlarem todo o guião à minha volta e são raras as pessoas que me conhecem realmente. Porque eu sou todas e sou só uma. E o segredo está no olhar, no olhar castanho banal, mais claro e interessante à luz do sol. Eu sou aquela que consegue domar todos os elementos do corpo para que representem algo que não eu, mas tenho sempre uma dimensão do olhar guardada para verdade, porque essa, sim… essa nunca me abandona. Qualquer bocadinho me magoa, qualquer caco de vidro me corta, qualquer encontrão me esmaga, qualquer pedra me danifica… sou o cúmulo da sensibilidade. Entrego-me de corpo e alma e consigo ferir ambos, conseguem ferir-me ambos, ao mínimo colapso. Albergo a paixão assolapada entre as lágrimas e os meus olhos que a qualquer pretexto se unem para me limpar a alma. A palavra amizade está no quadro de honra do meu vocabulário e talvez por isso mesmo é uma das que uso menos. Encontra-se reservada a casos especiais de pessoas que me marcam, que me apoiam, que me acompanham e que a retribuem para mim também. Pessoas de olhos de todas as cores com a sua grande dimensão de verdade e que me permitem atingi-la. Tenho um coração relativamente grande que gosta de se encher adiantadamente de muitos sentimentos e que tem a mania de elevar ao quadrado as emoções. Penso demais e estudo cada caso ao milímetro e tal facto consegue tornar-se um problema dos grandes. Não sou de momentos, sou de etapas, de degraus bem altos, de montanhas que escalo com prudência. Adoro dias de muito sol e vivo literalmente os dias de tempestade, já os de meio-termo conseguem confundir-me. A minha maior certeza é que vivo rodeada de incertezas. E que sou eu, a rapariga dos olhos castanhos.