May 09, 2010

9 de Maio de 2010

Hoje é um dia normal. Apetece-me escrever sobre este dia. Não porque é igual aos outros, mas porque todos os dias iguais têm coisas diferentes. Nem que seja uma alteração de temperatura, um raio de sol mais brilhante, uma maior percentagem de humidade no ar, um grau de boa-disposição maior ou menor. Igualdades verdadeiras só mesmo na matemática. E não tenho a matemática num lugar de relevo no meu pensamento portanto vou mantê-la onde está - disfarçada, escondida nas sombras. Voltando ao ponto principal (se é que ele existe), vou escrever sobre o dia de hoje. Hoje, não 9 de Maio de 2010, mas o 9 de Maio de 2010. Há dezasseis anos atrás nasceu uma pessoa que eu conheço. E a quem chamo amigo, não sei bem porquê. Bem, a definição de 'amigo' tem muito que se lhe diga. Existem os amigos ao sol, recheados de luz e nos quais conhecemos cada traço de rosto, prevemos cada movimento que vai esboçar e adivinhamos cada palavra que vai dizer. E depois existem os amigos na penumbra. Esses são aqueles que têm uma vida quase paralela à nossa e - lá vou eu distorcer a matemática outra vez - de vez em quando se desviam do caminho e lá se encontram connosco. Este meu amigo que nasceu há dezasseis anos atrás é um amigo na penumbra. Isto porque lhe conheço o rosto à distância, prevejo as jogadas em campo, conheço-lhe o andar descontraído e sei que o sorriso dele (mesmo que distante e sem ser esboçado para mim) me faz sorrir. Não me vou redimir a tretas e dizer que é o meu amigo mais importante, o de que mais gosto ou o meu melhor amigo. Estaria a mentir. É o meu único 'amigo na penumbra' e acho que é isso que o faz ser especial. Tenho muitos amigos ao sol e nesses deposito toneladas de amizade. Neste meu 'amigo na penumbra' tenho a oportunidade de divagar e de o encontrar de vez em quando só para uma troca de palavras escritas, de sorrisos ou olhares desviados. E a esses pequenos actos, talvez considerados insignificantes, chamo-lhes amizade.
Se gostava que a penumbra fosse iluminada, nem que de vez em quando, por uns raios de sol, para desvendar mais segredos da personalidade deste meu único amigo de olhos tricolores? Sim, gostava. Mas tenho a sensação que vais ser sempre o meu amigo na penumbra.

Parabéns.



1 comment:

  1. é um texto muito bonito, e todas as pessoas que têm a honra de ter como amiga tem muito sorte.
    e eu, minha querida, sou uma sortuda!
    Amanhã fazes anos, tens mais é que sorrir!

    E esse teu amigo que nunca te largue.

    AMO-TE RUTE <3

    ReplyDelete

leave a thought