O problema está na inexistência. No facto de a boa-disposição decidir tirar-férias, e os sorrisos perderem veracidade. Inexistência, nem que seja temporária, de risos, de vida, de algo. E ainda se diz que o 'algo' não é importante. É claro que é. Estou cansada de perder camadas de mim própria. E o 'algo' cola-as. As camadas, quero eu dizer.
Ocupo-me a pensar que é só mais um mês. Mas ninguém me garante que daqui a 30 dias algo vá mudar. Não tomo por adquirida uma mudança de rumo positiva. Ninguém me dá certezas de nada. Continuo na minha: é a incerteza que nos faz avançar.
A incerteza causa-me engulhos. E a inexistência agonia-me.
Melhor era impossível.
A incerteza faz-nos ter uma certa convicção para viver mais um dia, pois nada será garantido.
ReplyDeleteUm beijo :)