Encontrei isto no meu baú de textos perdidos. Uma vez que a minha inspiração fugiu, deixo-vos um pedaço de um passado quase recente.
Todos nós somos filosofia. Dependemos do “quando”, do “onde”, do “quem” e do “como”. Tentamos arduamente responder às questões que vão ao profundo de nós, de modo a arranjarmos explicações e algum sentido para o que andamos aqui a fazer. Vamo-nos construindo aos poucos, um bocadinho dali, um bocadinho de acolá, um bocadinho de nós. À medida que o tempo passa vamos reformulando as teorias que temos sobre nós próprios. Descobrimos que não somos fixos nem objectivos, somos misturáveis e subjectivos. Confortamo-nos nos momentos menos bons e sentimo-nos orgulhosos nos melhores. Reflectimos a toda a hora com a intenção de definir o que somos, de perspectivar a realidade da nossa pessoa e de arranjar forma de lidar connosco acertadamente. Acontece que somos filosofia: não temos uma definição unívoca. E ao mesmo tempo somos filósofos de nós próprios em busca do auto-conhecimento e da própria definição. Em vão? Quem sabe (?).
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