Perdemo-nos em queixas sobre nós próprios, o que somos, o que temos, o que nos rodeia. Abandonamos a nossa essência em labirintos intermináveis de egocentrismos infundados. Olhamos para nós, cegamo-nos para os outros. Somos eternos insatisfeitos. A insatisfação não é algo totalmente negativo quando bem fundamentada e em doses reguladas que se adequam à nossa realização pessoal. Quando o que somos não nos agrada, a insatisfação deve ser algo que nos move à mudança e não uma desculpa para uma inércia de movimento, um turbilhão de queixas e pena da nossa pessoa. Se temos tecto, calor humano, amor na nossa direcção, saúde e sorrisos, qual a razão de queixa? Qual a razão de rebuscarmos o que somos em busca de algo em que podiamos ser melhor, algum azar, ou ponta de infelicidade passageira? Às vezes tais coisas não dependem de nós, mas parte de nós a vontade de as ultrapassarmos. A vida não nos cai do céu, destinada a ser perfeita e totalmente feliz. Às vezes o ser humano tem de sobreviver para depois viver.
Enquanto o chão não me tremer debaixo dos pés, as paredes não me caírem, as pessoas a quem dou amor não ficarem debaixo delas e um tsunami não submergir tudo o que julgava ter, eu vou ser muito feliz. Deram-me os alicerces que suportam a felicidade. Agora só tenho de a alcançar.
#prayforJapan.
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