Tenho saudades tuas, e contigo da inocência. Lembro-me de me sentir triste e ficar melhor por saber que te tinha. Agora levaram-me as lembranças e nada tenho.
Hibernaste-me num canto do teu coração grande. Deixaste entrar tanta gente que fiquei pequenina. Estico o braço mas não te atinjo. Às vezes mexo-me tanto que me olhas e dizes: é verdade, estás aqui, existes. Mas depois distrais-te com a imensidão de sentimentos e pessoas que te preenchem a cabeça e o coração. E lá fico eu, pequenina outra vez.
Quando te tenho à minha frente, sinto-me a passar-te ao lado.
No meu coração, o vazio de ti é muito grande.
Em mim, um aparente deserto esconde um vasto oceano. Mas basta soprares um pouco de areia e afogas-te.
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