e estamos de volta com deprimências momentâneas. passados muitos dias. alguns meses. aqui estou.
Perco-me nesta iminência de ser e de continuar a sê-lo. Não me sei como sou, não me sei como serei, sei como me quero ser. Injecto na mente pensamentos forçados de produtividade, de certezas que se dissolvem de imediato e se esvaem no vazio. Doem-me estas injecções acertadas, de caminhos traçados que não vão dar a lado nenhum.
Ponho pé ante pé num chão de vidro quebradiço que desemboca numa porta em que não caibo inteira, sem me espremer tanto até que me quebre e só passe em pedaços de cada vez. Caminho, porém. Só não olho para trás com medo que o vidro se parta e tenha também de me rasgar para regressar. E com medo de passar a viver aos bocados mas inteira de um risco que não tomei.
Mas o chão de vidro é bonito e pela frincha da porta corre um fio de luz.
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